sexta-feira, 11 de novembro de 2011

XIX TERTÚLIA COMEÇA HOJE NO LARGO DA ESTAÇÃO


Muitas atrações foram programadas para subir ao palco da Tertúlia (Foto: Arquivo/A Razão)


A XIX Tertúlia Musical Nativista, que ocorre de 11 a 13 de novembro, tem como homenageado especial, este ano, o compositor Osvaldo Medeiros, autor da música “No Coração do Rio Grande”. O homenageado, natural de Tubarão (SC), reside, atualmente, em Curitiba. Apresentada na segunda Tertúlia, em 1981, “No Coração do Rio Grande” tornou-se um hino não oficial de Santa Maria. Na década de 1980, o Grupo Terra Santa, formado basicamente pela família Medeiros, teve trajetória destacada no cenário dos festivais nativistas. “Decorridos 30 anos desde que a música foi apresentada pela primeira vez, no palco da Estância do Minuano, ‘No Coração do Rio Grande’ tornou-se um clássico do cancioneiro gaúcho. É uma declaração de amor por Santa Maria, que emociona a todos em qualquer lugar que seja executada, projetando o nome do município e os valores da amizade, da fraternidade e do culto às tradições. Em nossa cidade, a música foi incorporada ao repertório de bandas militares e escolares, tornando-se trilha sonora quase que obrigatória em solenidades oficiais e festividades populares”, salienta a secretária de município da Cultura, Iara Druzian. A homenagem a Osvaldo Medeiros acontece na segunda noite da Tertúlia, no sábado.

Este ano, a Tertúlia institui o Troféu Vento Norte, destinado à melhor composição sobre Santa Maria. A XIX Tertúlia Musical Nativista inicia na sexta-feira, no pavilhão lonado montado no Largo da Gare da Viação Férrea. Após a solenidade de abertura do festival, acontece o show de Renato Borghetti e banda. Logo em seguida, apresentam-se as 10 músicas concorrentes da noite. O show de encerramento da primeira noite da XIX Tertúlia fica a cargo de Daniel Torres.

Matéria copilada do Jornal A Razão, edição do dia 8/11/2011 via Internet.

domingo, 8 de novembro de 2009

Humor Gaudério...

Modernismo - TÂNIA LOPES

O açougueiro e carneador inovara na venda de carnes. Fizera um cursinho desses que dizem que o vivente tem que inovar e melhorar a qualidade dos serviços e, para fazer frente às botiques de carne e aos supermercados, acatou o que lhe aconselharam. Comprara um telefone.

Conforme os pedidos da clientela, seria só anotar e mandar levar em casa.

Na segunda-feira, em que até anúncio no jornal colocara, precisou sair. Pediu para o filho anotar os pedidos e atender no balcão.

O guri aproveitou pra discar todos os números que conhecia, os zero novecentos de sacanagem, desde sorteio de carro, Mãe Diná e o "Ligue djá"...

Na volta, o menino passou o papelzinho para o pai, onde anotara dois números e, escafedeu-se com cara de safado, avisando da porta:

- Pai, um telefone é de um político pedindo carne pra uma churrascada e o outro pra um casamento cigano... Não entendi bem quantos quilos, mas é coisa grande!...

O açougueiro resolveu conferir os pedidos. Discou um dos números achando que era dos ciganos e foi falando apressadamente, faceiro com os pedidos que prometiam pagar logo, logo o investimento novo:

- Alô! Tô telefonando pra saber quando o senhor quer que eu faça a matança... Se esquartejo, se beneficio borrego, capão ou porco... Se mando inteiro ou coreio... ou deixo pra assar à moda cigana., com couro e tudo...

Parou ao ouvir do outro lado um grito horrorizado de uma mulher que atendia o telefone direto do diretório do candidato:

- Pelo amor de Deus, moço!... Não sei quem contratou o senhor como matador, mas posso lhe garantir que o nosso candidato só quer ganhar no voto!!!

sábado, 7 de novembro de 2009


O PEÃO QUE LAÇOU O AVIÃO
A Verdadeira História


Dia 20 de Janeiro de 1952, bem no coração do Rio Grande do Sul, mais uma vez o gaúcho deu provas de seu espírito arrojado de pioneirismo. Em pleno aniversário de criação do Ministério da Aeronáutica, um peão de fazenda resolveu comemorar de outra maneira, laçando as asas do progresso! Foi no interior de Santa Maria, mais propriamente na fazenda Tronqueiras, em Arroio do Só, que o fato histórico e único marcou a vida de duas pessoas: Irineu Noal e Euclides Guterres.

O jovem piloto Irineu Noal, então com uma prática de 20 horas de vôo, naquela tarde decolou para aquele que deveria ter sido apenas mais um vôo local. Ao sobrevoar a Fazenda Tronqueiras, embicou o “Paulistinha” numa série de rasantes sobre a mesma espantando umas vacas que o peão Euclides acabara de apartar.
As passagens sobre a casa grande e a mangueira, acabaram por mexer com a índole do peão, que passou a mão no seu “treze braças” e o arremessou por diversas vezes em direção ao pequeno monomotor, que a cada arremetida passava mais baixo, num verdadeiro desafio ao laçador.

E foi ali, senão quando, que numa dessas cruzadas o laço cortou o espaço e cerrou a armada grande bem no nariz da aeronave. Estava feito! O motor pipocou algumas vezes, perdendo altura, para depois nivelar e sumir em direção a Santa Maria, levando preso na fuselagem um pedaço de laço gaúcho, treze braças, quatro tentos, couro-crú; prova inconteste da habilidade vaqueana de um simples peão de fazenda.


Tal fato encontra-se registrado em jornais da época ( A RAZÃO, DIÁRIO DE NOTÍCIAS, ALMANAQUE DO CORREIO DO POVO e até na TIME americana, que circulou dia 11 de fevereiro de 1952). A Base Aérea de Santa Maria também mantém em seu acervo vários jornais e revistas da época, relatando a incrível façanha do peão Euclides Guterres, que acabou ficando conhecido como rei do laço. O piloto acabou tendo seu brevet caçado, e até hoje guarda a hélice do “Paulistinha” com o pedaço do laço. Euclides já é falecido, mas seu feito o tornou imortal, visto que em tempo algum repetiu-se tal proeza no mundo! É mais um feito heróico que ninguém tira do Rio Grande!
Hino Rio-Grandense


Oficializado pelo Decreto 5.213, de 5.1.1966

Letra: Francisco Pinto da Fontoura
(mais conhecido pela alcunha de Chiquinho da Vovó)
Música: Comendador Maestro Joaquim José de Mendanha
Harmonização: Antônio Corte Real

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.

Estribilho:

Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra. (BIS)
Entre nós reviva Atenas
Para assombro dos tiranos,
Sejamos Gregos na glória
E na virtude Romanos.

Estribilho:

Mas não basta pra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.